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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Despedidas, amor, cerimonia...

Sempre. Sempre atrasada.  A vida anda maluca.

Mil atividades para tentar manter uma rotina de exercícios que dê o mínimo de dignidade a bunda de uma jovem de quase 31 anos.

Trabalhando, correndo de um lado pro outro, atendendo ao telefone, fechando operações, gargalhando,  namorando meu Pinguim, planejando aniversário de namoro, comemorando despedidas de solteira.

E por falar em despedidas de solteira, fomos ao Rio.

Sim, dileta audiência.

E não somente decidiram ir ao Rio como decidiram se hospedar num hostel Boutique.

Eu, que achei que fosse morrer sem entrar num Hostel.

Eu que achei que minha cota Milhas da Funai estava completa com os acampamentos da infância me vi chegando ao Rio para encontrar minhas amigas, numa sexta feira de calorzinho ameno, no tal Hostel.

E chegando lá, como tinha optado por ficar numa suíte com a Bú, deixei minhas coisas e fui encontrar as meninas no bistrô embaixo do Hostel.

E tava rolando vinho rose, risadas, felicidade e assuntos dos mais variados.

Após me deliciar com uma salada que incluía queijo de cabra, e roubar garfadas do picadinho da Gi, elas resolveram ir numa festa.

Eu esta destruída.

Destruída do verbo não tinha condições de nada além de tomar um banho e colocar meu pijama.

Elas foram.

Quando eu estava rumando para o quarto, no corredor, percebi que tinham vários quartos com as portas abertas e onde estranhos faziam festas, e interagiam. Inclusive saiu um braço de um destes quartos e tentou me puxar para a tal festa sórdida.

No quarto da frente adolescentes que diziam estar numa despedida de solteira e usavam adereços de capeta na cabeça tomavam uma mamadeira de pinga. Roguei aos céus para que elas fossem a alguma festa sórdida ou fossem encher a cara em algum buraco sórdido da cidade maravilhosa para que eu pudesse concretizar meus planos de dormir.

Antes elas encherem a cara de pinga do que eu sair do meu quarto com uma fúria tamanha e encher a cara delas de porrada.

Evidentemente minhas amigas reclamaram de minha ausência no evento, mas fiz o que planejei:  Rumei para o quarto, tomei banho , me surpreendendo positivamente com o chuveiro e deitei para dormir.

Bu ligou quase de manhã para que eu abrisse a porta do quarto.

De manhã, acordei e desci para tomar café da manhã.

Ah... que saudades dois cafés da manhã em hostel...

Umas mesas comunitárias como num refeitório de colégio americano.

Pois não tive dúvidas.

Peguei meu suco, meu pãozinho e me sentei numa mesa na varanda, sozinha, ansiando por tranquilidade.

Logicamente sentou-se ao meu lado um ser sem luz, que ao pedir licença já começou seu discurso de “ venho para hostel para fazer amizades”.

Eu, super bem humorada apenas me dei ao desfrute de responder:  Nunca vim para um hostel, e certamente não vim para fazer amizades.

Mas vocês pensam que ele desistiu, dileta audiência?

Não... Brasileiro, que não desistia nunca, continuou seu monólogo sobre as benesses de se hospedar num hostel, emendando cada final de frase com um “ Bah”, o que deixou claro tratar-se de um gaúcho. Chato pra caralho, porém gaúcho.

Fui para a praia, e fiquei lendo no solzinho, esperando as meninas acordarem.

As meninas chegaram, rimos, tomamos sol, Deus nos presenteou com um sol forte e um dia azul....

Tomei mate, jogamos conversa fora e comemos delícias árabes na praia.

Somos diferentes uma das outras mas nos amamos.

No fim do dia, resolvemos ir a Mureta da Urca pra tomar Chopp e ver o por do sol.

Não logramos êxito, pois estava uma muvuca do cão e acabamos no Belmonte tomando chopp e comendo pastel.

Depois resolvemos voltar pro Leblon e tomar sorvete .

Assistimos a novela, na sala do hostel.

Vejam vocês.

Assistimos novela.

No fim das contas, rolou uma festa particular nossa na varanda do hostel,” com vodca ou água de coco, pra mim tanto faz”, e ficamos todas lá fora, bebendo, rindo, falando bem e mal do mundo, quase uma terapia coletiva.

Rimos da barriga doer.

Sério.

Falamos do passado, falamos do presente, relembramos situações, falamos de nós, falamos dos outros e foi uma noite auspiciosa.

O ponto alto da noite foi tentar desviar dos ovos que a vizinha do hostel ameaçou jogar na gente.

Uma grosseria, eu achei.

O recepcionista veio pedir pra gente “ abaixar o volume” da voz, a pedido da vizinha dos ovos.

Ju perguntou onde ficaria o botão do volume ao que eu respondi: Deve ficar no cú.

Fina como só eu sei ser.

Domingo amanheceu um tempo xexelento, estávamos de ressaca e fomos almoçar no Gula Gula.

E assim terminou a viagem da “ Mi quase casada”.

Daí cheguei no domingo e Beto foi me buscar no aeroporto. Beto tinha ido almoçar com a minha família, que no caso tbm é uma família dele né?

Não sei. Eu penso assim.

Depois ficamos namorandinho, comemos pizza, matamos a saudades e eu dormi na casa dele.

Daí a semana passou voando.

E na sexta feira fomos comer pizza com meus pais e meus tios, e minha prima Alessandra.

E tomamos chopp, e demos risadas e foi gostoso.

E chegou o sábado nublado. Dia do casamento da Mi e do Bruno.

Fui ao salão fazer um cabelo babyliss com emoção.

Em mesma me maquiei.

Fomos almoçar no shopping Vila Olimpia e depois nos arrumamos pro casório.

E o casório foi na casa da mãe da Mi. Casa esta que abrigou milhares de churrascos e festas nossas.

E estava tudo lindo e impecável.

Uma decoração divina, um clima de amor no ar, nossos amigos mais queridos, a cerimônia mais fofa do mundo com os votos mais legais!

E ficamos lá bebericando champa da boa, comendo comidinhas delícia, gargalhando entre amigos, brindando ao amor.

Dançamos, rimos, mentalizamos coisas boas, nos divertimos a valer, batemos um papão como diz a Mari.

Gumon não estava bebendo e estranhei. Gumon está grávida!!!

Festa!!!

Adoro bebês de amigas.

Marisa e Gon deixaram seu bebê Pietro de apenas 22 dias em casa para terem conosco, mas nos tranquilizaram alegando que deixaram o dinheiro para a pizza bem como o telefone da pizzaria.

Achei digno.

Ficamos na festa até quase uma da manhã. A festa começou as 17 hs.

Foi tão divertido que eu nunca queria que acabasse, mas o cansaço tomou conta.

E daí fomos pra casa descansar!

Domingo acordamos, fomos almoçar com a família no Bananeira.

Otávio está cada dia maior, está inclusive dando chutes. Otávio está comprido e gordinho.

Tão amado meu Tato!!!

Depois dormimos a tarde e resolvemos ir ao cinema assistir “ Invocando o mal”.

Rebocamos Amanda conosco.

Jantamos no shopping.

O que eu posso dizer sobre o filme?

Dá um medo filho da puta. Fim.

É baseado em fatos reais.

Saímos do cinema tensos.

Sim, rolou uma tensão.

E o que mais?

Semana começou com a notícia de que meu tio teve um AVC e está internado. Fomos ao hospital, entrei na IUTI e por incrível que pareça meu italianão está lúcido e até falei com ele em italiano.

Vamos aguardar a sua recuperação, tio querido!!!

Do mais, Otávio já tem tantas coisas que outro dia eu estava procurando no meio do enxoval o carro para quando ele fará 18 anos.

O quarto do Otávio é de navios.

Tudo tem navio, barcos e animais marinhos.

Boatos de que Tato tem um polvo.

Não sei, a mim pareceu um polvo.

Do mais, estamos felizes, Beto e eu, compramos passagem e reservamos o hotel do nosso aniversário de namoro, que não poderia ser em outro lugar que não no Rio...

Onde nos conhecemos, dois anos atrás.

E hoje olhando lá praquele réveillon, eu tenho certeza de que embora tenham acontecido alguns tropeços, foi o melhor ano novo da minha vida.

Porque né?

Ele me trouxe o Beto, por mais que eu não enxergasse isso na época, embora eu tivesse no meu coração a certeza de que ele era diferente...

Enfim... faremos um ano.

Sem muitas novidades por enquanto, embora já tenhamos a viagem do carnaval fechada!

Rá. Somos astutos demais.

É isso pessoal.

Comentem de vez em quando para eu saber que vcs me adoram!!

Rá.

beijos

 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sonhos, reflexoes e dores no corpo...

Eu sei.

Eu sei que fiquei um tempão sem escrever e isso é imperdoável.

Eu sei.

Eu sei que eu to numa vida lascada de corrida, isso sim.

Nesse meio tempo que fiquei sem escrever eu e Beto encontramos o apto lindinho, e estamos na dúvida entre dois.

A dúvida será tirada, tenho certeza.

Nesse meio tempo descobrimos que o bêbe da Lari é um menino e ganhará o nome de Otávio.

Eu estou muito feliz com a chegada do Otávio.

Feliz do verbo: compro inúmeros presentes.

Não vejo a hora dele dar o ar da graça.

E não vejo a hora de pegar no colo e beijar os pezinhos de bisnaguinha.

Nesse meio tempo eu e Beto visitamos inúmeros apartamentos e descobrimos entre outras coisas que temos um gosto parecido, e por essa razão como eu disse lá em cima, estamos na dúvida entre dois.

E é engraçado, porque eu gostei mais do apto com lareira, embora Beto seja um calorento irremediável.

Mas não tem problema se escolhermos o outro, porque eu vivo sem a lareira.

Nesse meio tempo eu e Beto viajamos pra Mogi, viajamos pra Ribeirão e viajamos na maionese, porque essa é uma especialidade do casal.

Falamos muita merda, e pela primeira vez tenho alguém que ri das merdas que eu falo e ainda se supera.

Para cada merda que eu falo, Beto fala duas.

Quase uma competição.

Rá.

Em Mogi rolou cerveja, sol, papeamos horrores, li um livro, descansamos, namoramos, demos risadas...

Fui pra Ribeirão trabalhar, e dormimos na minha sogra.

Fomos na quinta feira a tarde, dormimos lá e na sexta saí rumo a estrada para visitar os clientes.

Na sexta a noite, eu, Beto e minha sogrita fomos ao Ponto Chic, pois ansiávamos por cerveja e bauru.

Havia um cantor muito bom no Ponto Chic, e eu super me empolguei e cantamos eu e minha sogra vários sucessos enquanto Beto nos olhava entediado.

Chegamos e dormimos, porque se tem uma coisa que eu não consigo é ficar acordada até tarde numa sexta feira depois de uma semana estafante de trabalho.

Acordamos, tomamos café da manhã, fiquei lendo, Beto ficou vendo televisão .

Beto mencionou que eu sonhei com um chiuaua peludo e pulguento, e que o chiuaua tinha pegado pulgas do macaco.

E eu não apenas sonhei, como sempre sonho com animais, como falava alto que o chiuaua era fedido.

E depois fiquei pensando: Por quê não me acordou né?

Porque vejam bem, tentem imaginar um chiuaua peludo, pulguento e fedido.

Mas só poderia ser um pesadelo.

O chiuaua em si, já é um pesadelo.

Nunca na história desse país se viu um cão tão feio.

Imagine peludo.

Mas Beto não me acordou.

Toda vez que eu sonho, Beto prefere me fazer perguntas, ao invés de me acordar e me salvar do provável pesadelo.

Sim, porque é muito mais engraçado de manhã, ao invés de me dar bom dia soltar frases sem sentido como:

 

--- E o rabo do tatu?

 

---- E a Macaca Chico?

 

---- E os dinossauros vesgos?

 

E eu fico olhando pra ele, sem entender, porque eu nunca lembro dos sonhos. E daí ele se mata de rir.

E me conta tudo.

 

Essa é minha vida.

A tarde nós fomos ao shopping dar uma passeada, passei na Daslu para comprar uns tops que eu estava precisando, e depois fomos num lugar muito bacana que se chama Duet´s para tomarmos chopp e comermos mini hamburguers.

Rimos muito, nós dois.

Rimos de nós, inclusive.

Falamos bem e mal do mundo.

Estávamos falando sobre os planos de aniversário de namoro , se vamos viajar e para onde vamos, e de repente não me perguntem como, Beto implicou dizendo que eu pedi ele em namoro.

Rá.

Sempre temos essa discussão. Eu não pedi, eu avisei.

E ele fala que eu pedi.

E eu falo que se eu tivesse pedido, ele teria que ter aceitado, e que não me lembro dele ter aceitado.

E daí concluímos que nem namorar a gente namora.

A gente se pega.

Hahahahahaha

Voltamos pra casa, vimos um pedaço de um filme e fomos dormir porque queríamos ir ao clube no dia seguinte.

E lá fomos nós, na manhã seguinte para o country.

E estava um dia lindo.

Para variar. Ribeirão e dias lindos é pleunasmo.

Eu tenho uma teoria acerca de Ribeirão, inclusive.

Em Ribeirão, nascem dois sóis.

Um no leste e outro no oeste.

Ao meio dia os dois sóis se encontram, formando apenas um sol do mal.

Eu e Beto estávamos lá, conversando em outra dimensão e tomando cerveja, e o protetor solar onde estava?

Estava apenas no meu rosto devidamente protegido com chapéu.

Mas não estava no resto do corpo.

Nem no meu, e tampouco no de Beto.

Para piorar a situação dos dois pimentões da propaganda da Sundow eu me alcoolizei.

Ah que saudades dos meus porres né?

Não.

Nenhuma saudades.

Fiquei com uma ressaca do pântano.

Chegamos em casa para almoçar.

Almoçamos, tomei banho e dormi o sono dos bêbados e justos.

Depois fomos embora de Ribeirão... E só Deus sabe como eu amo Ribeirão....

Daí começa a semana naquela pegação maluca que é o mercado financeiro.

E eu constatei no meio dessa loucura toda que minha bunda estava caindo.

Não é que ela teve uma queda assim, devagarzinho e sempre.

Não, não.

Ela caiu. Um dia eu dormi com a bunda dura e empinada e na manhã seguinte a bunda caiu.

Eu mesma recolhi ela do chão.

Caiu uma lágrima.

E daí eu resolvi me matricular no pilates.

E fui lá, toda pimpona.

Porque como bailarina eu tenho um puta alongamento, e eu super me saí bem na primeira aula, e nem senti dor.

Vim trabalhar no dia seguinte me sentindo a pessoa mais esbelta e saudável do mundo inteiro.

Aí, no meio do trabalho, eu comecei a ter sintomas de pedras nos rins.

Uma dor insuportável nas costas, no abdômen, em todas as partes do meu corpo.

Pedras?

Não, não.

Dores insuportáveis, porém musculares, no corpo.

Tipo, do nada.

Uma hora estava eu correndo saltitante como uma gazela feliz e faceira e minutos depois foi como se eu tivesse quebrado o fêmur.

Uma semana de dores.

Ah, o pilates, tão inocente...

Vc vai lá, pula em bolinhas, estica as pernocas em elásticos, molas e etc e de repente vc não consegue lavar nem os próprios cabelos de tanta dor.

Um infortúnio.

Uma coisa bizarra.

Mas sigo assim, firme e forte no pilates e no ballet.

Otávio merece uma tia gostosa.

Daí esse fds fomos num barzinho com meus pais na sexta feira. Fomos ao Bendito tomar chopp e comer frituras.

De que forma Otávio terá uma tia gostosa, não sabemos.

De qualquer forma, sigo orando para que a professora dele do colégio seja uma deusa, e daí pronto: Otávio terá uma tia gostosa.

Rimos infinitamente com meu pai.

Estava um azougue. Depois de bêbado, reafirmou para Beto cerca de 10 vezes que o São Paulo não cairia...

Sábado fomos ao pé de manga comemorar o aniversário do meu Edu, tomamos álcool infinitamente.

Me atraquei com uma jarra de sangria.

Sim. Estava calor e sangria sempre cai bem.

Fomos de táxi, eu e Beto.

Usamos inclusive o aplicativo do iphone que pede taxi. Uma coisa muito auspiciosa.

A noite estava deliciosa, demos risadas, falamos de tudo um pouco e Diana ao se despedir da gente comentou meio pidona:

 

--- Tentem não casar em 2018 se seremos os padrinhos, porque eu estarei acabada.

 

Completei dizendo que eu tbm estarei acabada em 2018, e que isso é apenas uma brincadeira de Beto. Não. Programem-se para outubro de 2014, porque tem a fatídica Copa do mundo e bom, Beto deve jogar em alguma seleção porque disse não poder casar na Copa do Mundo.

Aguardemos o belo futebol de Alberto!

Em casa que bate um bolão, já sabemos.

Rá.

Que mais putada?

Domingo almoçamos em casa. Otávio não para de crescer na pequena barriga de Larissa que encontra-se histérica pois suas calças não fecham mais.

Não sei o que ela esperava.

Mas estamos surpresos com o tamanho parrudo e gordinho de Otávio.

Estamos felizes, Beto e eu.

Fds que vem, estaremos todos reunidos na casa de Tia Carol, toda a família Pinguim, para a despedida da minha cunhada e do bebê Pinguim Lorenzo, que só voltam de São Francisco no ano que vem.

Eu vou morrer de saudades!!

Muita mesmo.

Mas será bom um fim de semana em Mogi, tomando sol, tomando cerveja, dando risadas e matando a saudades da família do Beto que vemos tão pouco.

Vemos tão pouco porque minha sogra mora em Ribeirão, meu sogro mora em salinas e minha cunhada está voltando para os Estados Unidos.

Eu não sei como as pessoas no geral se sentem em relação a família do parceiro, mas eu tenho verdadeiro amor neles.

E eu sinto saudades sim.

Aliás eu acho que sou a pessoa que mais sente saudades no mundo.

Deveria ir pro Guiness.

Mas enfim, será um fim de semana delicioso, tenho certeza.

Fora isso, falta quase um mês pro meu aniversário.

Não. Não temos a mesma animação para fazer 31 como foi para fazer 30, embora minha vida este ano seja melhor do que era o ano passado.

Mas 31 não é auspicioso.

É ímpar!

Detesto números ímpares...

Mas vamos lá né?

Vamos fazer 31...

Melhor do que morrer.

Bom.

É isso minha gente.

Espero que gostem.

Eu juro que tento não ficar tanto tempo sem escrever.

Eu juro.

Love you all.

 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Eu poderia....

Eu poderia ter aberto o blog para escrever sobre o velório do Tigre Antônio, que foi morto por um camelo.
Eu tive esse sinhô e o Beto disse que eu falava a noite sobre o velório, enquanto eu dormia, evidentemente, e Beto conta que eu perguntei pra ele se ele tbm iria ao velório do tigre Antônio comigo, porque todos os amigos do tigre Antônio estavam muito tristes.
Eu fui ao velório e eu mesma constatei o tanto que estávamos tristes pelo camelo ter matado o tigre Antônio.
Eu poderia ter aberto o blog para dizer o quanto o casamento da minha irmã foi bacana, e o quanto eu gastei dinheiro numa estola de pele de coelho maravilhosa ( sim me julguem) acreditando que estaria frio e no dia fez sol.
Sim, porque os dias que antecederam ao casamento da minha irmã foram dias muito frios.
Frios do verbo: eu estava cogitando ir de edredon para o casamento.
Mas no dia, olha que benção, fez sol.
E evidentemente eu não consegui me manter no altar com a estola maravilhosa e felpuda de pele de coelho cinza mescla.
Eu poderia ter aberto o blog para dizer o quanto o meu trabalho, apesar de cansativo é adorável e o quanto eu amo fazer o que faço rodeada por aquelas pessoas que eu adoro ter por perto.
Eu poderia ter aberto o blog para contar que a Larissa comprou a roupa do réveillon 2014 para o bebê sem nome. A roupa do réveillon 2014.
Por favor, vocês entenderam?
A roupa do réveillon 2014.
Espero que tenham compreendido.
Eu poderia ter aberto o blog para dizer que eu nem grávida estou e já me preocupo com o parto que eu terei, porque eu vi um trailer de um filme que no início aparecia depoimentos de pessoas falando sobre coisas lindas e de repente tinha uma mulher parindo numa cadeira. E isso foi só o trailer. Um trailer do mal que me fez gritar na varanda enquanto eu assistia e fumava. Era como se aparecessem ursinhos carinhosos e pandas nadando em chocolates e depois do nada aparecesse uma carnificina.
Foi assim que eu me senti. Sem preparo, ninguém escreveu uma legenda mandando a gente fechar os olhos, ou aquela mensagem " as próximas cenas são fortes, não prossiga se não estiver preparada". Foi no seco mesmo.
Os ursinhos, nuvens coloridas, poesias e de repente pá: uma mulher numa cadeira botando pra fora um bebê do tamanho de um peru de natal.
E ela gritava. Juro.
Uma coisa de dar medo.
E então eu poderia ter aberto o blog para dizer que nem grávida estou mas já sei que meu parto será cesárea.
Sabe assim? Já defini.
Eu poderia ter aberto o blog para dizer que final de semana do dia dos pais o Beto foi pra Ribeirão para ter com seu papito e eu fiquei sozinha um final de semana todo, e na sexta feira eu fui jantar com minha mãe depois que saímos da casa do meu pai. E daí no sábado eu resolvi fazer um dia de mulherzinha e marquei salão. Imagine se eu perco um sábado no salão. Mas eu fui.
Aproveitei também para jantar com a tatão, minha amiga lindona, que me presenteou com um chaveiro do ET.
E no domingo foi o dia dos pais, e rolou almoço e foi delícia.
Então eu poderia ter aberto o blog para dizer que fiquei mais perdida que filha de puta em dia dos pais sem o Beto, porque fiquei mesmo.
Mas li um livro lindo, que eu recomendo e que se chama " Violetas de Março".
E senti muitaaaaa falta do Beto.
Eu poderia ter aberto o blog para contar que Beto e Lu, a pinguim mais velha, que moram juntos atualmente não morarão mais juntos, e que nós dois moraremos juntos e para tanto estamos procurando o nosso canto.
E eu poderia ter aberto o blog para dizer que eu, que depois que me divorciei nunca mais queria casar, me vejo empolgadíssima novamente e eu e Beto fazendo altos planos que incluem decoração, pastilhas no banheiro futuro, sofás gigantes com chaise e imagens na parede.
E para quem só ia casar de acordo com ele em 2018 rolou uma antecipação, e há boatos de que não tarda.
Rá.
Eu poderia ter aberto o blog para dizer que desde o dia em que o conheci eu já sabia que me casaria com ele.
Eu poderia ter aberto o blog para dizer que num mundo onde pessoas são tão pela metade, eu o vi inteiro.
E tive medo.
Medo de que fosse mentira, medo de fosse mais um, medo de que estivesse com coração fechado, medo de que fosse um engano, medo de fosse ilusão, medo que fosse miragem, medo de que fosse esperança vã, medo de que fosse canalha, medo de que fosse galinha, medo de que fosse partir meu coração, medo de que fosse me largar sem mais, sem menos, subtraindo meu coração mais uma vez, medo de que fosse multiplicar as dores, medo de que fosse mais um.
E daí eu fugi.
Como vocês sabem.
E hoje olhando pra trás eu percebo o quanto eu perdi com medo.
E hoje olhando pra frente eu só vejo o quanto ganhei lutando com os meus medos. Porque ele não é nada disso.
Ele é o meu pinguim, e só quem quem tem um cara ao lado de quem se orgulhar sabe do que eu tô falando.
E hoje, quase 6 anos depois do meu primeiro casamento, não há medo.
Não há medo porque há certezas.
E essas certezas me fazem seguir em frente.
Sem olhar pra trás. Sem lamentar o que passou.
E eu poderia ter aberto o blog para contar tantas coisas, e nessas de não foi pra isso, eu contei tudo.
Eu me expus mais uma vez.
E é na exposição sincera que eu ganho afagos de pessoas que eu nem conheço, só virtualmente.
E se na internet há muita inveja, eu não temo, porque medo paralisa e asfixia.
E eu só desejo em dobro o que me desejarem.
E isso basta.
Basta porque há um Deus no qual acredito que nunca dorme.
Basta porque eu ainda acho que há mais pessoas bacanas do que maldosas.
E basta porque eu meço as pessoas pela minha régua.
E longe de ser perfeita, eu só desejo que todo mundo seja feliz, à sua maneira.
Felicidade à moda da casa, á moda da vida de cada um.
Não felicidade empacotada, felicidade padrão, felicidade igual pra todo mundo.
Desejo felicidade com o que você sonhar.
A sua felicidade não é a minha.
A minha felicidade não é a sua.
Procure a sua.
Eu procuro a minha.
E no fim das cintas, eu só desejo que encontremos.
Sem medo.
Porque eu poderia ter aberto o blog para me lamentar, para chorar as pitangas, coisa que já fiz muito por aqui.
Mas hoje não.
Faz meses que não.
Hoje eu abri o blog para dizer que uma nova vida está chegando, e que eu só posso agradecer e me alegrar.
Porque hoje eu só penso em pastilhas verdes e um sofá com chaisse marrom pra eu deitar no colo daquele de quem fugi, e comer pipoca ou caviar, não importa, o que importa é onde minha cabeça estará apoiada...





segunda-feira, 29 de julho de 2013

Carta ao sobrinho

Meu bem.
É a titia.
Você nem nasceu e falta um tempo ainda. Mas eu quero escrever pra você.
Aqui é o blog da titia. Você vai ter tempo pra entender o que é blog, internet, twitter, facebook e outras coisas...
O mundo aqui fora anda cada vez mais maluco. isso é bom que você saiba.
Pessoas se matam, pessoas matam umas ás outras, pessoas fazem coisas horríveis.
Mas tem sol.
Sol é uma coisa muito auspiciosa, que vc vai adorar, sua mãe vai te colocar num carrinho e te levar pra tomar solzinho.
O sol é quente, o vento é uma coisa que quando está frio ele é muito frio e quando está quente ele é uma delicia, porque refresca.
Eu sou a sua tia, e sou irmã da sua mãe.
Sua mãe é uma coisa muito preciosa na minha vida, minha irmã, minha melhor amiga, meu amor...
Você vai amar sua mãe. Ela é pequena, inteligente, vaidosa, risonha, profissional, bonita, mas às vezes é muitoooo chata.
Por exemplo, seu pai adora goiaba. Goiaba é uma fruta, e ele não pode comer porque sua mãe não gosta.
Eu sei.
Não tem cabimento.
Você não tem nome ainda, inclusive descobrimos hoje que você é um bebê e não uma bebéia.
Como descobrimos?
Porque sua mãe fez um exame de sangue que disse que você tem cromossomos Y. Eu sou XX, todas as mulheres são. Os homens, como você, são XY.
Mas depois você estuda isso... Em biologia...
Não vai caber num post tudo que eu quero dizer pra você, então vou tentar focar em algumas coisas que eu acho essenciais.
Por exemplo.
Você nem nasceu e tem 4 avós.
Sim.
Amanda e Reynaldo são nossos pais, ou seja, seus avós maternos.
Lisbeth e João são seus avós paternos, ou seja, pais do seu pai.
Você tem 2 tios homens: O Tio Fabiano (ou Piu) e o tio Beto.
Tia, por enquanto só eu mesmo.
Seu avô Reynaldo é um italianão palmeirense. Palmeiras é o time para o qual inevitavelmente vc vai torcer.
Eu, seu avô, seu outro avô, seu tio Piu e sua mãe somos Palmeirenses.
Seu tio Beto e sua avó Amanda são são paulinos e sua avó Lisbeth é santista.
Seu pai não liga pra futebol.
Nós vamos levar você ao Estádio.
Vai ser uma delícia.
Seu avô Reynaldo adora crianças e vai ser capaz de rolar no chão com você... Ele cozinha muito bem, e fará sopinhas pra você. E quando vc tiver dentes, macarrão.
Sua avó Amanda é puro amor, totalmente maluca e engraçada e vai cuidar de você enquanto sua mãe trabalha, pelo que eu estou sabendo...
Sua avó Lisbeth e seu avô João, eles são ótimas pessoas, e olha que legal, eles remam, eles tem uma canoa e remam... Lá em Santos.
Santos é uma praia no litoral Sul de São Paulo.
Você vai pra lá... Muitas vezes...
Seu tio Piu é publicitário, maluco, alto e bem magro, e ganha vários prêmios fazendo propaganda...
Propaganda é uma coisa que as pessoas fazem para vender os produtos...
Seu tio Piu quer usar você de chamariz para pegar mulheres no parque do Ibirapuera...
Seu tio é solteiro convicto e não pretende se casar.
Pelo andar da carruagem, quando você fizer 17 anos você vai aproveitar altas noitadas no apartamento do seu tio.
Seu tio Beto é o meu namorado, meu futuro marido, e embora ele brinque que só casaremos em 2018, é mentira viu?
E você vai entrar no nosso casamento juntamente com meu outro sobrinho, o Lorenzo levando as alianças.
Alianças selam amor, selam amizade, selam coisas boas.
Seu tio Beto é um homem incrivelmente bonito, e você, se fosse menina ia paquerar ele muito, porque eu ia te ensinar a piscar pra ele, mas sendo menino, você vai somente acha-lo boa pinta.
Que é o adjetivo que os homens usam para se referirem a outros homens.
Seu tio Beto é fanático pelo São Paulo, é alto, alto imenso, forte, lindo, publicitário tbm, mas ele hoje em dia é só fotógrafo.
E ele tira cada foto bebê...
Fotos são papéis coloridos que eternizam uma imagem, que congelam um momento...
Seu tio Beto vai tirar muitas fotos suas.
Mas mais que isso, seu tio Beto vai te ensinar vários truques e a montar coisas que homens adoram.
Seu tio é artista.
Eu espero que vocês sejam ótimos amigos.
Seu pai tem uma transportadora de móveis.
Ele é um homem bom, solícito e muitoooo ciumento.
Eu sou a sua tia, sua madrinha e não vejo a hora de você nascer.
Eu e sua mãe vamos pra Miami comprar as coisinhas que você vai usar...
Roupinhas, carrinho, brinquedos, e outras tranqueiras mais...
Eu sou uma pessoa engraçada, legal, baixinha, bailarina, economista, palmeirense, namorada do seu tio Beto, irmã da sua mãe, e há boatos de que eu seja irmã do seu pai pela lei, se traduzirmos para o inglês.
Você poderá contar comigo para tudo que você quiser.
Sempre e a qualquer hora do dia...
Seu nome será Bebê De Leo Duch. Eu acho bonito.
E nós somos de uma família que valoriza muito a família, valorizamos a convivência, almoçamos aos domingos juntos, fazemos viagens juntos, enfim, você não vai ter como escapar mas está vindo para abrilhantar a nossa vida.
A gente já te ama e nem te conhece, não é maluco?
É o sangue.
Sangue é uma coisa muito maior do que um líquido viscoso e vermelho.
Sangue é raiz, é de onde viemos e para onde corremos quando tudo dá errado.
Nós somos uma família legal.
Às vezes a gente briga, mas a gente se ama.
Essa semana é o casamento oficial da sua mãe e do seu pai, embora eles já morem juntos.
Você estará lá, aquecido, dentro da barriga.
Depois vocês vão viajar.
Eu espero que vocês se divirtam.
O que eu desejo pra você além de te desejar imensamente?
Desejo que você seja uma pessoa do bem, um homem de caráter, um menino legal que não maltrata mulheres, que respeita animais, idosos, seres humanos.
Espero que você tenha personalidade mas gênio bom.
Espero que estude para ser alguém na vida.
Espero que seja Palmeirense.
Espero que você goste da gente, que goste de comida, que seja tolerante porque há muitas diferenças no mundo, e nós precisamos respeitar.
Acima de tudo bebê, eu desejo que você faça escolhas que aqueçam seu coração, que você seja crente em Deus, que tenha fé, independente da religião, que você tenha caráter e palavra, que você tenha coração bom e que você acima de tudo seja feliz, e tendo a chance, mude o mundo, ou mude pelo menos o pouco mundo a que você terá acesso, com exemplos, com atitudes e não somente com palavras, que é ao esporte preferido dos hipócritas.
Que você não minta, porque mentir é roubar o direito a verdade.
Que você seja honesto.
Que você seja feliz, meu bebê.
Muito feliz.
E quando as coisas falharem, lembra do sangue?
Estamos aqui.
Te esperando.
Até janeiro...
Fique com Deus, cresça bastante e não chute muito sua mãe.
Te amo.
Já te amo.
Eu ainda acho que vou te escrever muitas vezes...
Mas tô emocionada e então vou parar.
Se cuida meu bem.
Um beijo da sua tia...









quinta-feira, 11 de julho de 2013

Memórias...

Eu me lembro.
Me lembro muito bem quando eu tinha 2 anos de idade, e pode parecer loucura eu lembrar disso, porque afinal eu era de fato muito pequena, mas eu me lembro.
Eu me lembro do " mini raciocínio" que eu tive antes da dor e do desmaio.
Meu pai estava indo ao banheiro e eu já não usava mais fraldas. Usava pinico.
As crianças ainda usam pinico?
Enfim.
Meu pai entrou no banheiro e antes que ele fechasse a porta eu enfiei meu dedo indicador da mão esquerda pela dobradiça da porta, na esperança dele estar no banheiro e ver meu dedo apontando o pinico.
Mas não.
Ao contrário disso, papai não seguiu o script e forçou a porta porque acreditava ele que algo estava atrapalhando o perfeito fechamento da porta.
E era meu dedo.
O meu mini dedo indicador da mão esquerda.
E ele fechou a porta, eu desmaiei e ele me levou ao hospital embrulhada em lençóis com meu mini dedo indicador pendurado pra gente costurar.
E eu não somente lembro como tenho até hoje um dedo indicador da mão esquerda cuja unha não cresce e nunca cresceu e por isso eu tenho 9 unhas semi compridas e uma curta.
Eu lembro...

Eu me lembro.
Me lembro muito bem de ter sido deixada na casa da minha avó Lidia num final de semana e não me perguntem onde estavam meus pais e Larissa, e nós passamos um final de semana incrível comendo bolinho de chuva, vendo televisão, e fazendo arapucas para pombas, isso era meu avô que fazia, e quando meus pais chegaram no domingo eles me trouxeram uma boneca rosa que usava um gorrinho de lã também rosa.

Eu lembro.
Me lembro muito bem, de um dia estar em casa com a Lari e nós duas termos feito bolo de chocolate, chá e ela ter lido estorinhas para mim do tio patinhas porque meus pais haviam ido ao velório do meu tio Angelo, tio este que eu amava de paixão e que me chamava de calabresa só porque eu já era bravinha...

Eu lembro.
Me lembro muito bem da minha mãe levar meu leite na cama antes de ir pro trabalho, e quando eu tinha que ir pra escola cedo, antes da perua chegar eu deitava de uniforme na cama com meu pai até o perueiro chegar. E quando ele chegava nós íamos para a escola. A Lari já estava no colegial, e eu no primário, e eu levava uma colcha dentro da perua e ia dormindo no colo dela até a escola...

Eu lembro.
Me lembro muito bem de um dia ter voltado da escola e ter ido pro ballet inteira riscada nos braços com canetinhas, com recadinhos de colegas porque era meu aniversário...

Eu lembro.
Me lembro muito bem de ter ganhado uma boneca Magic Face, uma boneca que vc maquiava e depois limpava com esponjinhas, em uma noite que meus pais saíram para jantar numa quarta feira e me perguntaram o que eu ia querer da rua, assim, sem mais nem menos, sem ser natal, sem ser aniversário, por puro carinho... E eu disse que queria muito essa boneca, e quando eu acordei a boneca estava lá.

Eu lembro.
Me lembro muito bem de da minha mãe me trazer uma bonequinha por dia, de uma lojinha baratinha, tipo um armarinho, perto do trabalho dela. E todos os dias estava lá, minha bonequinha.

Eu lembro.
Me lembro muito bem de montar minhas casinha da Barbie em casa e minha mãe sentar para brincar comigo.
Mas ela sempre queria matar algum personagem, e eu nunca queria... era uma briga...

Eu lembro.
Me lembro muito bem do meu aniversário de 11 anos, em que fizeram uma festinha para mim, surpresa, no apartamento em que morávamos e todos meus amigos estavam lá, meus amigos que se perderam no tempo e vários amigos que carrego para a vida inteira até hoje e que eu amo de paixão.
Reynaldo foi me buscar na escola, paramos num posto para ele tomar uma cerveja, não entendi bem por quê, e quando chegamos no apartamento estavam todos lá... E eu fiquei muito feliz, e ganhei muitos presentes... E se eu fechar os olhos, eu ainda lembro da emoção que eu senti... Foi tão feliz...

Eu lembro.
Eu me lembro muito bem, de ir aos jogos do Palmeiras com Reynaldo, e comer churros, e gritar gol, e mesmo eu sendo menina e Reynaldo menino, nós curtirmos aquela mesma paixão, pai e filha, com 38 anos de diferença, torcendo, vibrando, falando a mesma língua. E até hoje, entre mim e Reynaldo, mesmo eu mulher e ele homem, mesmo ele pai, e eu filha, mesmo ele senhor e eu jovem, até hoje, até hoje somos uma só carne, uma só voz, um só sentimento.
Sempre.

Eu lembro.
Me lembro muito bem, do dia que eu tinha uns 8 anos e arrumei uma briga no prédio, e Larissa desceu como uma leoa para me defender porque é esse o papel das irmãs mais velhas, defender seus pequenos...

Eu lembro.
Me lembro muito bem de Amanda ter me dado uma máquina de escrever e eu ficar horas no meu quarto brincando de banco.
Imagine, brincando de banco.
E hoje em dia eu trabalho em banco, me divirto em banco, ganho meu pão em banco e agradeço a Amanda a paixão que ela fez brotar em mim.
A brincadeira era meio diferente do que eu exerço hoje, mas o princípio era o mesmo. Era um banco, e é lá que eu me realizo.

Eu lembro.
Eu me lembro muito bem do dia em que eu vi Beto na praia no dia em que eu o conheci, e comentei com uma amiga minha: Eu vou casar com esse cara.
E ela riu.
Ela riu, assim como a Lari e o Marcio riram quando eu contei que eu ia me casar com o cara que eu tinha conhecido na praia e sequer beijado.
Alguém ainda duvida?
Eu não.

Eu lembro.
Eu me lembro muito bem de estar na piscina do clube, aprontando diversas confusões e ter caído de queixo no chão e ser levada ao hospital as pressas.
Lembro também do médico ter explicado para uma criança de 5 anos que ele daria pontos no meu queixo e eu ter chutado tanto ele que tiveram que me amarrar...

Eu lembro.
Me lembro muito bem de ser pequena, de Reynaldo e Amanda terem tido uma briga e nós, eu, meu pai e Lari fomos para um hotel maravilhoso passar o fim de semana no interior, e papai ficar ligando para Amanda o fim de semana todo, e eu acho que era pedindo pra voltar...

Eu lembro.
Me lembro muito bem do dia em que saímos para comprar minha lancheira do elefantinho.
Era um dia de sol, e eu a vi ali, pendurada num cabide, e apontei e pedi pra Amanda.
Eu queria aquela. Aquela vermelha, a lancheira do elefantinho.
E a lancheira tinha uns elefantinhos desenhados tomando lanche numa mesa de picnic.
Amanda comprou e comprou também uma garrafinha vermelha para combinar.
E Amanda colocava groselha na minha garrafinha. Ou suco de laranja.

Eu lembro.
Me lembro muito bem do dia em que fomos pra Iporanga passar um carnaval e eu esqueci minha mala em São Paulo.
E daí Amanda e Reynaldo tiveram que me levar até o shopping para comprar roupas novas para passar o feriado.
E eu passei o feriado inteiro de havaianas.
Isso quando eu não estava descalça, lógico, porque eu sempre fui a pessoa que anda descalça.

Eu lembro.
Me lembro muito bem da emoção que era procurar os ovos de páscoa que Amanda e Reynaldo escondiam no domingo .

Eu lembro.
Me lembro muito bem de quando eu comecei a fazer patinação artística e fui me apresentar numa escola no fim do mundo, e depois, cansada da apresentação, nós ganhamos um lanche de queijo e presunto e suco de laranja.
Só que o lanche não era de presunto era de apresuntado e eu tive a maior alergia do mundo.
E daí todo mundo se certificava se o que eu ia comer era mesmo presunto.
Era uma neurose.


Eu lembro.
Eu lembro de tantas coisas.
E fico feliz de ter tantas memórias.
Porque aquecem o coração, trazem momentos bons de volta, trazem alegria, algumas trazem dor, mas a vida é isso né?
A vida é dor e amor.
E no final das contas, minhas memórias felizes superam as tristes, e eu agradeço a Deus.
Todos os dias.
E rogo aos céus para que um dia eu possa ter filhos com os quais dividir as memórias que tenho, e proporcionar as memórias mais lindas ao lado daquele que vai ser o pai deles, lembram?

Beijos, comentem se quiserem...
Obrigada pela preferência...




quarta-feira, 3 de julho de 2013

Post randômico...

E aí putada?
Sairei nas ruas para protestar porque a internet aqui no Morumbi cai demais.
É a internet Neymar. Só cai.
Aliás por falar em Neymar gostei. Gostei do jogo, embora eu não seja uma super torcedora da seleção.
Me julguem.
Na verdade assim, vou me explicar.
O que eu quero dizer é que como sou muito fanática pelo meu Palmeiras eu não consigo torcer igual sabe?
Não me empolgo um terço vendo a seleção.
Mas enfim, tbm não torço contra.
Assistimos ao jogo na casa de umas amigas do Beto. Sim, só o Beto de figura masculina e a mulherada.
Foi divertido. Gosto delas.
Só acho que a Espanha fez um papelão ao tirar minha Azurra para tomar esse chocolate.
Mas enfim...
Falando em chocolate nós fomos pra Monte Verde mais uma vez.
Por que?
Bom, por inúmeras razões.
O dia dos namorados, o mesversário de namoro, o meu emprego novo, a felicidade que é ter Beto na minha vida, o frio, o chocolate cremoso que fica girando num pote e a moça coloca no copinho junto com uma colherinha e dai vc fica mexendo no chocolate cremoso e forma uma natinha marrom bem escuro, bem delícia e bem cremoso e vc fica lambendo a colherinha, o hotel que eu escolhi e que era um charme, as comprinhas inevitáveis na cidade como dois cashemeres que adquiri em cores tão lindas, o gnochi recheado, enfim, inúmeras razões e eu poderia ficar falando sobre isso por horas.
E daí que na sexta eu fui renovar meu visto americano e foi maior emoção, porque eu tava na fila fazendo amizade com umas pessoas, porque se eu tenho um talento na vida é fazer amizade com as pessoas, e bom, sei que Beto me levou porque eu tinha dormido lá justamente para ele poder me levar e eu tava lá na fila né? fazendo amizade, e de repente vem um moço me cutuca e fala:

---- Te conheço de onde?

E é necessário dizer que era cedo e eu devia estar mais rouca do que de costume e o moço trajava uma malha da Tam.
Porque quando eu acordo eu tenho uma voz digamos, um pouco pior...

---- Eu não sei de onde vc me conhece.
Porque eu nunca ia imaginar que o cara ia lembrar da minha propaganda.
Mas ele disse, astutamente. Aliás, parêntesis, que boa memória tinha esse moço.

---- Vc não é a moça da propaganda da Tam? Eu sou piloto.

Ahhhh... me achei. Juntou gente, pediram autógrafos... Rá, isso é mentira, mas o fato é que o moço me reconheceu e eu sorri maior feliz.
O moço do consulado renovou meu visto e disse que vai entregar em 10 dias.
Achei auspicioso.
Bom, e daí depois eu fui pro banco, peguei uns documentos no outro empregador e cheguei bem no horário.
E eu estou muito feliz no meu emprego novo, com meus colegas novos, com minha função que eu amo, enfim, estou regozijada.
Realmente Deus é bom.
E quem duvida disso é bocó.
Rá.
Enfim, daí como eu tinha ido sem carro pro banco, minha amiga do trabalho me levou de trem até a Vila Olímpia e eu nunca tinha andado de trem, na marginal, e achei chic, limpo, pura emoção.
Gostaria muito de poder andar de trem todos os dias porque eu fui muito rápido...
E eu adoro coisa ágeis, porque tempo é dinheiro.
Vou para as ruas protestar sobre isso também.
Quero trem no Morumbi.
Sei que comemos um lanche na casa do Beto e fomos, e pegamos um trânsito do mal, porque teve acidente na Fernão Dias.
Dormi um pouco no carro mas chegamos e fomos surpreendidos com um chalé muito rico e lindo.
Super indico inclusive e não é jabá, porque como sabemos esse blog não me rende nada além de amizades virtuais deliciosas e muito carinho, enfim, o hotel chama Hotel fazenda Itapuá, e é tudo impecável.
O chalé tinha lareira, uma salinha, uma cama imensa igual a da minha sogra em Ribeirão, que para eu encontrar o Beto tenho que dar três duplos twistes carpados, um banheiro com dois chuveiros, e pasmem, um ofurô com vista privilegiada e isolado dos outros chalés...
Uma delícia, realmente.
Acho que deve salvar muitos relacionamentos em crise, o que não era o caso, mas acho que deve salvar.
Vou anotar isso mentalmente para o futuro, caso haja uma crise.
Chegamos, tomei banho e dormimos, porque eram 2 e meia da manhã e foram 5 horas de estrada, mais uma semana inteira acordando cedo e dançando ballet, e vivendo né?
Porque a gente vai vivendo... e viver consome energia.
Enfim, dia seguinte um dia lindo.
Um café da manhã maravilhoso, marcamos um passeio a cavalo, fomos pra cidade tomar cervejinha, fazer comprinhas, passear, ver o comércio, falar bem e mal do mundo, dar risadas, essas coisas que a gente faz quando se está feliz...
Ficamos no bar batendo papo e tomando cerveja, porque rola desencanar da lei seca em viagens assim, e né? faz um bem danado a alma.
Depois saímos para andar a cavalo no hotel, e o meu cavalo era um fofo, e quem me segue no face viu a foto maravilhosa que Beto tirou.
Beto garrou amor também nos cavalos, e ficamos papeando sobre o futuro, porque no futuro teremos cavalos. Vemos cavalos no nosso futuro.
Daí, amor, banho de ofurô, soninho a tarde, risadas, planos...
Só coisas boas.
A noite saímos para jantar no Mamma Tera, tomamos vinho, comemos gnocchi recheado, batemos papo, falamos bem e mal do mundo, e depois fomos tomar o chocolate quente cremoso com a colherinha...
Tiramos mesmo o fds para descansar, fazer o que desse vontade, curtir mesmo, sem horário, sem obrigação...
Chegamos ao hotel, acendemos a lareira, ficamos vendo House, rindo e dormimos.
Tínhamos marcado de andar a cavalo novamente, mas amanheceu chovendo, e tomamos café da manhã, voltamos pro quarto, ficamos de preguiça na cama, falando bobagem, curtindo e dormimos de novo.
Como era o dia do jogo do Brasil, saímos de Monte Verde umas 3 da tarde.
Chegamos em Sampa, passamos pra comer e depois fomos pra casa das amigas do Beto.
Chegamos em casa tipo 22:30, banho, e fui dormir porque né? Segundona acordaria cedo para ir pra Campinas visitar uns clientes e tal.
Sei que estou feliz.
Feliz como há muito tempo não me sentia.
Antes eu fazia o que eu gostava e não tinha o Beto.
Depois eu tinha o Beto mas não fazia o que eu gostava.
Pra resumir minha vida parecia cubo mágico, acertava de um lado e cagava do outro.
Mas agora não.
Agora eu estou muito feliz.
Muito feliz porque fazer o que eu gosto interfere no meu humor, interfere em quase tudo, porque eu sempre trabalhei, e faço com prazer.
Mas trabalhar com algo que não se gosta não é bacana.
E eu tenho prazer na minha profissão.
Sou dessas.
Gosto de ganhar meu dinheiro, gosto de pensar que tô acordando pra exercer o que eu estudei, o que me dá tesão, o que eu sei fazer.
E depois porque eu tenho um puta orgulho de mim, porque apesar de perua não sou dondoca.
Nada contra as dondocas.
Mas eu não sou.
Eu sempre batalhei, sempre me alegrei com minha vitórias.
E depois que tem o Beto né?
É complicado falar do Beto, porque eu tenho a sensação de que por mais que eu escreva não rola expressar o que de fato acontece.
Beto é milagre na minha vida.
É dádiva.
É presente de Deus.
É resposta de oração.
É agradecimento diário.
É merecimento depois de me fuder tanto.
Que fique claro que não sou ingrata, tem gente na minha idade que nem nunca casou, e eu já tive esse prazer, mas depois do divórcio e vocês sabem, só me fudi na mão de homem.
Mas enfim, Beto é uma pessoa maravilhosa, e eu tenho o maior orgulho do mundo de ter o privilégio de namorar e planejar o futuro com um homem como ele.
Sério.
Às vezes a gente brinca procurando defeitos um no outro, coisas que nos incomodem, e bom, eu não tenho nada que me incomode no Beto.
E falo isso de coração.
Ele obviamente não é perfeito porque não existe ninguém perfeito, como sabemos, mas talvez ele tenha escapado da fila de defeitos, vai saber?
Deus piscou e ele veio.
Fazer o que?
Ou não.
Ou talvez ele seja apenas perfeito para mim, na medida, exato.
Na medida também não, porque né? Ele tem 1,90, e eu sou corretora de banco imobiliário, mas nem isso. Nem isso atrapalha.
Se bem que outro dia eu briguei com Beto.
Briguei porque estávamos jantando e ele fez um comentário que eu não gostei e bom, eu briguei com ele por ciúmes.
E enquanto a gente foi dormir eu fiquei tentando imaginar como mata-lo e onde eu esconderia o corpo, e principalmente como eu ia arrastar aquele corpo.
Mas depois eu fiquei insone pensando que apesar de ser Beto ele é homem, e homens fazem comentários descabidos, e eu desculpei ele.
Pra ninguém dizer que nunca brigamos.
Mas que fique claro: Eu briguei com Beto.
Beto não brigou comigo.
Isso me irrita. Mas td bem. Já acostumei.
Que mais putada?
Tão gostando da página do amélia no facebook?
Ah, tô usando uns cremes novos no rosto, querem post?
É isso negada!!!
Obrigada por lerem, obrigada pelo carinho de sempre, e comentem de vez em quando pra ficar emocionante.
Um beijo grande e olha só, adicionem lá no amélia, é tão supimpa...
Adoro a palavra supimpa.
é isso.
super beijo








quinta-feira, 20 de junho de 2013

Blá blá blá wiskas sachê... Ou minha vida é uma Ópera!!

Mas olha só que a blogueira promete, promete e não cumpre.
Parece político...
Mas não sou gente.
Não sou.
E nem vou falar de política também, porque como sabemos, e quem me acompanha no face sabe, eu tô super apoiando o movimento.
Não apoio meia dúzia de vândalos, mas sinto um orgulho gigante crescer dentro do peito pelo que tenho visto.
O gigante acordou.
Mas não é disso que vou falar.
Vou falar de mim.
Que é pra isso que vocês entram aqui né?
Pra saber de mim...
Rá.
Tenho tantas novidades!
Na verdade não são tantas, mas eu estou tão feliz que parece que são tantas!
A verdade é que eu estava trabalhando num lugar que eu não estava conseguindo me adaptar, por ter sido uma mudança brusca.
Eu nunca tinha trabalhado em empresas, apenas em bancos, e então vocês podem imaginar o que eu quero dizer com "mudança brusca".
Mas enfim, que eu sou brasileira e não desisto nunca, fui lá, encarei o desafio mas o coração sempre falando todos os dias de manhã, acompanhando o ritmo do despertador: " Não tá certo acordar para fazer o que não se gosta".
E o coração não tinha sossego.
E eu não dava sossego para ninguém, no melhor estilo Maria do Bairro, aqueles dramas que só eu sei fazer.
Dramas do verbo: " Eu sou infeliz, eu sou uma injustiçada, eu sou uma vítima...".
Eu sei.
Não tenho roupa para ser triste, mas eu estava triste.
Minha vida estava parecendo cubo mágico, quando acerta de um lado caga do outro né?
E pelo lado certo traduzam como o meu relacionamento com Beto.
Vida pessoal indo maravilhosamente bem, e eu acordando pra trabalhar com o nó na garganta....
E eu não nasci para acordar com nó na garganta.
Então eu acordava para trabalhar porque afinal de contas ficar em casa gastando papel higiênico não dava mais, mas eu não tava contente.
Enfim, tudo isso para falar que eu finalmente passei no processo seletivo do banco que eu queria trabalhar, para a área que eu queria, que é a tesouraria, que é o que eu amo fazer, que é operar no mercado financeiro.
Mas não foi fácil.
O processo não foi fácil, 800 entrevistas, e depois a teve a prova né?
Porque assim, quem trabalha em mercado financeiro sabe, precisamos fazer uma certificação a cada 5 anos, que se chama CPA 20.
E quando finalmente estávamos no fim do processo, eu descobri o quê?
Um doce para quem disser que eu descobri que a minha certificação estava vencida.
Ah, me ufano de certificações que vencem...
E daí eu marquei a prova e estudei como uma cachorra e marquei a prova na sexta feira.
Sei que eu estava tão tensa, fazendo da existência de Beto uma lástima, porque eu deveria estar insuportável, enfim que eu saí da prova e simplesmente não sabia dizer se tinha ido bem ou mal e passei o final de semana me torturando, bem novela mexicana.
Isso tudo para dizer que sim, eu passei, e começo no trabalho novo na terça feira.
Teve também o dia dos namorados né?
Ah... que delícia foi comemorar o dia dos namorados.
Beto veio pra casa para irmos jantar.
Não gente.
Não ganhei um camelo.
hahahahahaha
Mas ganhei um colar maravilhoso!!
Beto ganhou uma bota timberland e uma camisa.
Saímos para jantar no Piero, uma cantina aqui perto, mas não sem antes fazermos toda uma epopéia pelo bairro, tentando em vão encontrarmos um restaurante.
Porque é assim né?
O povo fala que está encalhado, mas é mentira!
Tava todo mundo na rua.
Eu vi!!!
Logramos êxito ao conseguirmos uma mesa, tomamos prossecco, adoro restaurantes que me presenteiam com prosseco.
Eu nasci para tomar prosseco.
Vocês sabem.
Tomei também sangria, uma jarra inteira, enquanto Beto tomou cerveja.
Comemos massa, demos risadas, falamos bem e mal do mundo e falamos sobre o futuro.
Continuamos com o dilema do minha casa minha vida.
Foi uma noite divertidíssima.
Apesar da cólica do mal.
Sim, dileta audiência, porque o ano passado que eu estava solteira jogada num bar com amigas, no Astor enchendo a cara de mojitos randômicos e infinitos eu não estava com cólica.
Mas é só eu namorar, após um longo e tenebroso inverno, que olha só, que bacana, temos cólica.
Um beijo, Lei de Murphy!
De qualquer maneira, não poderia ter sido uma noite melhor.
Chegamos em casa meio bêbados, e sim, desrespeitamos a lei seca mas quero afirmar também que o restaurante é na rua de baixo da minha casa, logo não saímos por aí como desvairados matando pessoas nas ruas!!!
A semana passou com a tensão pré prova e tal.
Porque eu sou muito tensa.
O sangue italiano não me permite ser calma.
O sangue italiano não me permite não dramatizar.
Todo um sofrimento.
Minha vida é uma ópera.
Me julguem.
Na sexta feira fomos jantar no japonês aqui do bairro também, tomamos cervejinha, comemos coisas deliciosas e viemos pra casa.
No sábado acordamos aqui em casa e Amanda também tinha dormido aqui.
Sim porque Amanda às vezes dorme no Joe quando eu e Beto dormimos aqui, mas dessa vez ela estava.
E não somente estava como havia comprado um bolo maravilhoso de maça com canela.
Para o Beto, que fique claro.
Fico me perguntando o quanto eu deveria estar dando trabalho na minha vida de solteira, ou o quanto Amanda achava que eu nunca mais arrumaria ninguém que prestasse.
Não sei.
Fico pensando nisso às vezes, porque Beto é um rei na minha casa.
Tudo é para o Beto.
Os cachorros não podem latir porque vão acordar o Beto.
A vida de Amanda gira em torno do Beto. Beto é o filho que Amanda não teve.
Márcio não dorme em casa, já que mora com minha irmã, então Beto é um rei.
O queijo é do Beto, o café é o pó que o Beto gosta, o bolo é do Beto, o pudim é do Beto...
Tudo é do Beto.
Não que eu tenha ciúmes.
Não tenho.
Mas outro dia fui pegar um pedaço do pudim e não pude, porque Beto ainda não havia comido.
E Beto não merece um pudim que já foi cortado sem antes ele ter provado.
Achei o fim.
Mas enfim...
Sei que depois fomos para o aniversário do Edi, um amigão meu do mercado financeiro, que toda vez que me vê fala:

--- Eu nunca quis te comer, nem se vc tivesse pelada na minha frente, porque eu sou seu amigo.

Me sinto até ofendida.
Nem se eu tivesse pelada? Puta que pariu!!!
hahahahahahahaha

E o Edi estava fazendo 51 anos, e nós fomos lá prestigiá-lo.
Daí que é muito engraçado, porque o Edi, uma vez, quando ele era office boy do Safra, ele foi entregar uns documentos na APAE, uma doação ou coisa parecida.
Quando ele estava saindo da Apae, o segurança perguntou pra ele:

--- Onde vc vai?

---- Embora, oras.

---- Não senhor, vai lá brincar com seus amiguinhos...

hahahahahaha, choro de rir com essa história, porque o segurança achou que o Edi era da Apae e ele ficou morrendo de medo de nunca mais poder sair de lá.
Concordo.
Deviam tê-lo prendido.

Ficamos no bar, um bar de espetinhos, e eu super tô me vingando de ter ficado de motorista do Beto, e então eu bebi muita cerveja.
Vimos o jogo e depois fomos pra casa do Beto.
Mais tarde shopping para trocarmos o presente dele que ficou grande, jantamos no Fifthie`s e fomos dormir.
No domingo eu acordei desesperada porque tive pesadelos horríveis que eu não havia passado na prova e que meu pai tinha morrido.
Beto é um ser muito paciente.
Um prêmio por ele me aguentar.
Fomos para o aniversário do sogro da minha irmã, num bar na vila mada, que chama Alto da Harmonia.
Meu pai foi tbm.
Não, ele não morreu.
Graças a Deus.
Ficamos bebendo, rindo, ouvindo música, comendo frituras infinitas e passamos o dia todo lá.
Sei que chegando na casa de Beto eu dormi, bêbada e passei super mal.
Uma ressaca do pântano.
Não tenho mais 20 anos.
Simples assim. Envelheci.
Beto me trouxe em casa, esperou eu tomar banho, me colocou na cama e foi embora.
Não sei. Não sei o que seria de mim sem Beto!!
Daí a semana começou indo levar os documentos no emprego novo, exame médico, demissão e blá blá blá wiskas sachê.
Estou feliz.
Estou em paz.
E estou morrendo de orgulho do meu povo que finalmente acordou, caiu em si, o gigante acordou.
Se sou a favor?
Sou.
Sou a favor de uma reforma política, sou a favor que votemos direito, porque não adianta lutar como leão e votar como jumento.
Não sou petista, nunca fui, mas também não sou cega de achar que só eles roubam.
Eles roubam.
Mas tá na hora de pararmos de aceitar o " todos roubam", e lutar por gente que não rouba, porque com certeza tem!!!
A mentalidade tem que mudar.
E tem que começar dentro de casa.
Não adianta usar carteirinha de estudante sem ser. não adianta fazer gato net, não adianta burlar o sistema e sonegar impostos se queremos transparência.
Acho que a hora é agora.
E isso dá esperança.
E esperança é muita coisa!!
Não é?
Fiquem com Deus, obrigada pela preferência de sempre, e quem ainda não adicionou o Amélia no face, gente, vai lá, é tão legal...
Obrigada viu?
Mesmo!!
beijos em vocês...
Então que é isso putada!!


Então que tomamos café da manhã com Amanda, comemos o bolo do Beto, e depois eu e Beto fomos